Por: Harry Nunes - RJ Melhor Agro - SISTEMINHA EMBRAPA Fonte: Google
SISTEMA INTEGRADO DE PRODUÇÃO DE ALIMENTO
Ideias Mudam Pessoas - Em 2023 o Sisteminha Embrapa completou 21 Anos
Dúvidas que o Produtor Rural tem na construção do Sisteminha
Avanço de Empreendimentos Ameaça Remanescentes da Mata Atlântica e Provoca Riscos Ecológicos
A Mata Atlântica, um dos biomas mais biodiversos do planeta e lar de cerca de 70% da população brasileira, continua sob forte pressão devido ao avanço descontrolado de empreendimentos urbanos e infraestruturais. Apesar de uma leve redução no desmatamento registrada em 2024 – cerca de 14% segundo dados do Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) da SOS Mata Atlântica e MapBiomas –, as perdas ainda são alarmantes, com mais de 71 mil hectares suprimidos, principalmente em terras privadas. Especialistas alertam que intervenções irregulares em Áreas de Preservação Permanente (APP) e Áreas de Proteção Ambiental (APA) não só aceleram a degradação do bioma, como aumentam o risco de desastres ecológicos, como deslizamentos de terra e enchentes intensas.
A expansão urbana e de grandes projetos, muitas vezes sem licenciamento adequado, tem sido um dos principais vetores de destruição. Em regiões como Bahia, Piauí e Rio Grande do Sul, o desmatamento concentrou-se em áreas maiores, sugerindo a ação de empreendimentos de grande porte. No RS, por exemplo, deslizamentos decorrentes de chuvas extremas em 2024 foram responsáveis por significativa perda vegetal, exacerbada pela fragilidade do solo em áreas previamente desmatadas. Esses eventos destacam como a supressão de vegetação em APPs – faixas marginais de rios, encostas e topos de morro – compromete a estabilidade geológica e a regulação hídrica, tornando populações vulneráveis a tragédias climáticas.
Casos judiciais envolvendo construtoras ilustram a gravidade do problema. Empresas como Vivenza Empreendimentos Imobiliários, em Nova Petrópolis (RS), foram condenadas por desmatamento irregular em Mata Atlântica para loteamentos residenciais, com obrigações de indenização por danos ambientais e morais coletivos. Outros exemplos incluem autuações contra incorporadoras por intervenções em APPs, resultando em multas e embargos. O Ibama e órgãos estaduais têm intensificado fiscalizações, aplicando sanções milionárias por supressão ilegal, mas a judicialização frequente revela falhas no licenciamento prévio e na fiscalização.
Embora não haja registros públicos recentes de multas específicas contra a construtora Record por crimes ambientais, o setor como um todo enfrenta escrutínio crescente. Multas aplicadas pelo Ibama a infratores no bioma ultrapassam milhões de reais anualmente, com embargos e obrigações de recuperação vegetal.
Diante desse cenário, organizações como a SOS Mata Atlântica defendem o desmatamento zero até 2030, com maior rigor na aplicação da Lei da Mata Atlântica (11.428/2006) e do Código Florestal. O agronegócio sustentável e o planejamento urbano responsável são caminhos para equilibrar desenvolvimento e conservação. Preservar os remanescentes da Mata Atlântica não é apenas uma questão ambiental: é essencial para a segurança hídrica, climática e a qualidade de vida de milhões de brasileiros. O momento exige ações coordenadas entre poder público, empresas e sociedade para evitar que o avanço predatório transforme fragilidades ecológicas em desastres irreversíveis.
Sistema Integrado de Produção Alimentar,
Sisteminha: Uma Solução Sustentável para Segurança Alimentar em Tempos de Urbanização Desordenada
Por: Redação Jornal Melhor Agro
Em um país marcado por desigualdades sociais e desafios na acesso à alimentação saudável, o Sisteminha – Sistema Integrado de Produção de Alimentos, desenvolvido pela Embrapa em parceria com instituições como a UFU e Fapemig – surge como uma tecnologia social simples, de baixo custo e alto impacto. Projetado para pequenos espaços, como quintais de 100 metros quadrados, o Sisteminha integra a criação de peixes, aves, hortaliças, frutas e compostagem orgânica em um ciclo fechado que reutiliza água e nutrientes, promovendo a produção diversificada de alimentos.
Seu principal objetivo é garantir a segurança alimentar e nutricional para famílias de baixa renda. Em menos de sete meses, uma unidade pode fornecer proteínas (peixes e ovos), vegetais frescos e até excedente para venda ou compartilhamento com vizinhos, gerando renda extra. Beneficiando milhares de famílias no Brasil e em países africanos, o Sisteminha segue princípios de miniaturização, replicabilidade e sustentabilidade, combatendo a fome e empoderando comunidades vulneráveis sem grandes investimentos.
No entanto, enquanto essa tecnologia prova que é possível produzir alimentos de forma sustentável em áreas urbanas/rurais, a expansão descontrolada das cidades ameaça exatamente os espaços necessários para sua implementação. Na Zona Oeste do Rio de Janeiro, região que concentra grande parte do crescimento populacional da capital, o avanço de construções prediais irregulares ou não, tem causado devastação ambiental em Áreas de Proteção Permanente (APP) e Áreas de Proteção Ambiental (APA).
Um exemplo emblemático dessa luta é o Sítio do Imperador, localizado em Santa Cruz/RJ, na Zona Oeste carioca. Essa propriedade histórica, com remanescentes de área verde, representa um oásis de preservação do meio ambiente, em meio ao caos urbano. Responsáveis pelo local batalham diariamente para manter a integridade ambiental do terreno, que serve como refúgio para animais e pássaros, para práticas agroecológicas semelhantes ao Sisteminha e demais estudos agrícolas. Ali, a produção integrada poderia não só alimentar famílias locais, Escolas Públicas, Hospitais, mas também educar a comunidade sobre soberania alimentar.
Infelizmente, o sítio enfrenta pressão constante do avanço imobiliário. Construções irregulares em APPs – como margens de rios, encostas e nascentes – provocam supressão de vegetação nativa, erosão do solo, assoreamento de cursos d'água e risco de enchentes. Na Zona Oeste, bairros como Guaratiba, Recreio, Campo Grande e Santa Cruz registram operações frequentes de demolição de imóveis ilegais em áreas protegidas, muitas vezes ligadas a parcelamentos clandestinos e grilagem de terras públicas.
A exploração imobiliária e a ganância desrespeitam certas regras para máxima obtenção de lucro desprezando a vida animal a fauna e a flora, o que provoca o desequilíbrio ecológico.
O Crime Ambiental bata a sua porta a cada dia. Fonte: Google
- Supressão de APP: Em Cuiabá (MT), a empresa foi alvo de ação por extinguir uma APP ao entubar um córrego formado por nascentes e suprimir vegetação nativa no empreendimento Chapada da Costa.
- Danos Irreversíveis: A MRV foi condenada a reformar uma praça em Cuiabá como compensação por danos ambientais considerados irreversíveis.
- Áreas Contaminadas: O Ministério Público investigou a construção de prédios em terrenos potencialmente contaminados na Grande São Paulo, com denúncias de que terra contaminada teria sido despejada em uma APA em Mauá.
- Investigações em Diversos Estados: Além de São Paulo e Mato Grosso, há registros de investigações por danos ambientais envolvendo a construtora no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.
- Multas: Construir em APP sem autorização pode gerar multas que variam de R50.000,00 por hectare ou fração.
- Recuperação e Acordos: Em alguns casos, a empresa busca encerrar processos por meio de acordos milionários ou programas de conversão de multas ambientais em serviços de preservação e recuperação.
- Legislação: As APPs são protegidas pelo Código Florestal (Lei nº 12.651/2012) e visam preservar recursos hídricos, biodiversidade e a estabilidade geológica.
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